Horas
rubras
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas
Ouço as olaias rindo
desgrenhadas
Tombam astros em fogo,
astros dementes.E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p’las estradas
Os meus lábios são brancos como lagos
Vestiu-os o luar de sedas puras
Sou chama e neve branca misteriosa
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!
(Florbela Espanca).´

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